Gratidão
Tenho ensaiado este poema.
Ele começa e já termina.
Eu volto e recomeço que não entendo o que ele diz.
Porque, antes de tudo, ele me sussurra o que quer dizer.
E eu fico assim, escolhendo as palavras que não o traiam.
Mas meu poema não quer falar de si mesmo, de como ele nasce, morre e revive.
Ele sempre quer falar de mim, seu assunto predileto.
Não se trata de egoísmo, é só necessidade,
Pura mesmo, dessas que são como comer, beber, dormir, orar e amar.
Sem mais me alongar, que o poema está ansioso,
borbulhante e autoritário em meu pensamento, este poema dono de mim.
Só quer dizer obrigada. Obrigado, que poema é masculino, apesar de toda a sua doçura.
Obrigado, Mano.
Foi um pouco por conta da sua provocação que ele nasceu.
Que o Finuras nasceu.