Gratidão

25-03-2011 08:29

 

 

Tenho ensaiado este poema.

Ele começa e já termina.

Eu volto e recomeço que não entendo o que ele diz.

Porque, antes de tudo, ele me sussurra o que quer dizer.

E eu fico assim, escolhendo as palavras que não o traiam.

Mas meu poema não quer falar de si mesmo, de como ele nasce, morre e revive.

Ele sempre quer falar de mim, seu assunto predileto.

 

Não se trata de egoísmo, é só necessidade,

Pura mesmo, dessas que são como comer, beber, dormir, orar e amar.

 

Sem mais me alongar, que o poema está ansioso,

borbulhante e autoritário em meu pensamento, este poema dono de mim.

Só quer dizer obrigada. Obrigado, que poema é masculino, apesar de toda a sua doçura.

Obrigado, Mano.

Foi um pouco por conta da sua provocação que ele nasceu.

Que o Finuras nasceu.