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      <title><![CDATA[Poesias - finuras.webnode.pt]]></title>
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      <language>pt</language>
      <pubDate>Sun, 15 Jun 2014 09:53:00 +0200</pubDate>
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      <category><![CDATA[Poesias]]></category>
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         <title><![CDATA[seguindo em frente]]></title>
         <link>http://finuras.webnode.pt/news/seguindo-em-frente/</link>
         <description><![CDATA[&nbsp;
Era um dia daqueles,
difícil de engolir.
Nem com todo café do mundo, parecia possível.
Ela esperava que algumas horas de “seguindo em frente” fossem suficientes.
E, com isso, nascesse de novo seu espírito inderrubável.
&nbsp;
Foi quando surgiu aquela garota do tipo “sensitiva”.
Aquela que às vezes parece a mais distante
e que parece (quase sempre) atenta e disposta a socorrer.
Chegou como quem não quer nada e disse de um jeito tipo decidido:
“Tá tudo bem? Porque não parece”.
Era só disso...]]></description>
         <pubDate>Sun, 15 Jun 2014 09:53:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Poesias]]></category>
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         <title><![CDATA[vai uma bússola?]]></title>
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         <description><![CDATA[&nbsp;
Do alto dessa janela fechada,
vejo as pessoas pequeninas,
caminhando,
como se fossem a algum lugar.
&nbsp;
Andam decididas. E nervosas. Contam os minutos para o dia acabar.
Daqui de onde estou, vejo tudo e ando nada.
Prefiro ficar quieta,
esperando essa falta de norte passar.
&nbsp;
&nbsp;
]]></description>
         <pubDate>Sun, 15 Jun 2014 09:53:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Poesias]]></category>
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         <title><![CDATA[Porque não entendo o que você não diz]]></title>
         <link>http://finuras.webnode.pt/news/porque-n%c3%a3o-entendo-o-que-voc%c3%aa-n%c3%a3o-diz/</link>
         <description><![CDATA[&nbsp;
Eu diria mais coisas,
se pudesse.
Se não achasse que essa coisa de falar com o coração
chega a te incomodar.
Eu faria mais declarações de amor velado,
escondido, disfarçado.
Se não temesse o ridículo,
se depois não me restasse só o vazio,
o desespero do silêncio.

Eu te daria meu coração de presente numa caixa,
junto com outras delicadezas.
Eu te daria mais presentes,
e te faria mais poemas,
se soubesse,
ah, se soubesse,
que você, pelo menos,&nbsp;
gosta de lê-los.

Porque já te conheço...]]></description>
         <pubDate>Sun, 15 Jun 2014 09:47:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Poesias]]></category>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[Moça séria]]></title>
         <link>http://finuras.webnode.pt/news/mo%c3%a7a-seria/</link>
         <description><![CDATA[&nbsp;
Era uma moça séria e levava a sério essa coisa de sentir com o coração.
Tendo andado muito tempo disfarçando sentimentos e procurando esquecer as coisas impossíveis, se achou no direito de um dia,&nbsp;um só dia, arrancar todos os disfarces e falar na linguagem da poesia.
Rabiscou mil e um projetos de dizer uma coisa só:
&nbsp;
Eu tenho outro idioma,
esse você não entende.
Ou entende, em parte.
Eu tenho outro idioma que serve para falar das coisas que não se diz com palavras.
Nesse meu...]]></description>
         <pubDate>Mon, 28 Apr 2014 21:06:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Poesias]]></category>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[Tudo cinza]]></title>
         <link>http://finuras.webnode.pt/news/tudo-cinza-/</link>
         <description><![CDATA[&nbsp;
Para provar que nosso sentimento
não combina, exatamente,
com o tempo lá fora.
Vejo que o cinza instalado em meu peito
em nada se parece com o amarelo radiante do sol
que me envergonha e me oprime.
&nbsp;
Queria poder apagar o cinza em mim.
Ou o amarelo do sol.
Tanto faz...
&nbsp;
&nbsp;
]]></description>
         <pubDate>Sat, 12 Apr 2014 17:06:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Poesias]]></category>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[Excesso]]></title>
         <link>http://finuras.webnode.pt/news/excesso/</link>
         <description><![CDATA[&nbsp;
Sua alegria é um insulto.
E eu escrevo isso para costurar o sentido do nó bagunçado que sinto em mim.
Só pode ser por isso, por causa do nó,
que acordei vendo todos os defeitos do mundo,
a começar por mim.
&nbsp;
Eu não encaixo direito nesse mundo ou esse mundo em nada se parece comigo.
&nbsp;
Mas também não tenho um mundo alternativo em mente.
E minto que entendo o que faz falta.
Tem muita sobra, isso sim.
Excesso de tudo nesse mundo: alegria e tristeza e dor.
Muita comida, com...]]></description>
         <pubDate>Sat, 12 Apr 2014 17:04:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Poesias]]></category>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[meu combustível]]></title>
         <link>http://finuras.webnode.pt/news/meu-combustivel/</link>
         <description><![CDATA[
	&nbsp;

	Não vou fingir que não tô nem ligando.
	Que essa chuva insistente
	não causa impacto em mim.
	Não vou mentir: meu sangue ferve
	e eu sei bem por que..
	&nbsp;
	Não vou fazer o tipo decidido,
	bem resolvido,
	disposto a seguir o rumo das coisas,
	como as coisas quiserem ir.
	&nbsp;
	Também não acredito que existe uma essência de mim.
	&nbsp;
	Mas preciso dizer,
	pra você que me lê,
	e pra mim mesma que escrevo,
	que meu peito vazio não combina com esse meu estilo.
	Preciso dizer...]]></description>
         <pubDate>Sat, 12 Apr 2014 17:01:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Poesias]]></category>
      </item>
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         <title><![CDATA[Para Rosa Guimarães]]></title>
         <link>http://finuras.webnode.pt/news/para-rosa-guimar%c3%a3es/</link>
         <description><![CDATA[&nbsp;
Nunca vou escrever como você.
Que seja dito!
Você está anos luz&nbsp;
depois de mim.
E eu fico contente,
satisfeitíssima de, mesmo assim, poder te ler.
&nbsp;
Imagina que bastariam trinta e oito passos (lentos) até você.
É um labirinto,
mas não é tão difícil de percorrer.
E a gente pode passar meio século sem nem se ver.
&nbsp;
Procurei fazer um poema,cheio de sentimento,
a matéria prima que procuramos,
de que dispomos,&nbsp;
que insistimos em achar em tudo que lemos.
&nbsp;
Busquei...]]></description>
         <pubDate>Tue, 01 Apr 2014 23:37:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Poesias]]></category>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[o rio vai longe]]></title>
         <link>http://finuras.webnode.pt/news/o-rio-vai-longe/</link>
         <description><![CDATA[&nbsp;
Andava nuns dias sem graça,
achando tudo meio torto,&nbsp;
necessitando conserto.&nbsp;
&nbsp;
As palavras dando um tempo,
não combinavam nada.&nbsp;
Se faziam incomunicáveis.
&nbsp;
Foi num dia comum,
de coisas comuns acontecendo,
[dentro e fora do peito].
Leu alguma coisa sobre o rio
e o seu curso inatingível.
&nbsp;
Foi pra casa diferente.
O rio borbulhava-lhe por dentro:
Grandes correntezas de água
poderosa, intransigente.
"Tenho andado em círculos", pensou.
"Ciclos de fazer a mesma...]]></description>
         <pubDate>Tue, 01 Apr 2014 22:58:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Poesias]]></category>
      </item>
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         <title><![CDATA[faz poesia]]></title>
         <link>http://finuras.webnode.pt/news/faz-poesia/</link>
         <description><![CDATA[&nbsp;
Não tenho bons conselhos pra te dar.
Ando aflita com as mesmas coisas, enfim.
Queria mesmo era poder cessar todo sofrimento.
Isso tudo que te tira o sono
e [por engano]
te faz acreditar que viver é muito difícil.
&nbsp;
Escuta bem o que te digo:
escreve poesia.
Põe as marcas do que te fere
em palavras.
Ainda que não digam tudo,
fazem o tudo parecer combatível...
&nbsp;
&nbsp;
&nbsp;
]]></description>
         <pubDate>Wed, 19 Mar 2014 22:15:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Poesias]]></category>
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